(foto minha * tirada da torre do banespa * centro de são paulo)

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Prólogo

Do que é feito o Jardim, de liberdades e divertimento? Tolo tu, se pensas isto. O Jardim é feito de caminhos, de qualquer caminho que se queira seguir. Mas diga-me, então, qual caminho queres tu seguir? Tantas possibilidades põem gente por aqui muito confusa, cansada, perseguidora de caminhos. Diversos também são os personagens que os habitantes daqui podem assumir. Alice não é nem de longe o mais sereno.

Pobre das Alices, pois carregam tormentas.

Pessoalmente, desde que cá cheguei, eu re-vivi alguns dos capítulos do livro original “no país das maravilhas” e re-conheci muitos de seus personagens. Isso que digo é tão sério quanto real. O primeiro personagem a se apresentar a mim, repetidas vezes, foi a lagarta. Ela e seu conselho irritante. Posteriormente, tive a experiência de passar um ano convivendo com as flores – tão metidas. Em seguida, acabei indo morar numa toca e ter tido como vizinhos as duquesas, o chapeleiro, Bill o lacaio e o gato de chershire (possivelmente, o personagem mais desagradável de se conviver e de se trabalhar).

Meu jardim é São Paulo e eu sou sua Alice no jardim das maravilhas.

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Livro I (as alegorias)

01 – O coelho branco

Numa bela manhã de janeiro, numa cidade pequena e distante, toda a corte se reuniu para comemorar durante dias e dias o meu amadurecimento e as minhas conquistas no campo do direito. Eu era enfim uma advogada. Tantas pessoas estavam felizes por isso, elas acreditavam que sendo eu a princesa deles, eu poderia reinar algum dia um mundo melhor. As pessoas adultas podem ser muito tolas… ver mais.

02 – A cidade-cenário

Nesse grande Jardim, que é São Paulo, a imagem que se tem é de se estar dentro (ou vendo, para quem estão de passagem) “o jardim das oportunidades”… ou “o jardim de qualquer caminho que se queira seguir”…  ver mais.

03 – Drink me

Às vezes, no Jardim, a gente muda de tamanho, sem nem perceber muito como isso ocorreu, ou seja sem que tenha havido uma relação direta com biscoitos “eat me” ou bebida “drink me” ou leques e luvas. Eis que então, de repente, “bum” as pessoas não cabem dentro de São Paulo. ver mais.

04 – O chá de borboleta

Existem substâncias capazes de ampliar nossa sensibilidade sensorial, de nos fazer ver as cores mais brilhantes, de nos fazer perceber sons imperceptíveis, ter experiências místicas, flashbacks, alteração da noção de tempo, de espaço e de quem se é.  ver mais.

05 – Feliz desaniversário

Neste último domingo, dentro do silêncio vermelho dominical do baixo augusta, existia um lugarzinho pequeno onde se comemorava o desaniversário do Carnaval.  ver mais.

06 – A toca do coelho

Acho que nunca contei a vocês, mas eu não moro num apartamento ou casa como as pessoas normais, eu moro numa toca. Que, eu suponho que deva pertencer ao Sr. Coelho. ver mais.

07 – O sorriso de São Paulo

De vez em quando, dou uma escapulida daqui do Jardim e me embrenho por outras terras. Nesse último final de semana, voei para terras muito distantes, que ficam lá no nordeste do mundo, um pedacinho pequeno de terra, tão pequeno quanto rico. ver mais.

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Livro II (o encantamento)

01 – O conselho do sapo ou a despedida da juventude

Alice retorna pra casa, no bairro central de São Paulo. Cansada. “Por que as pessoas dessa cidade precisam ser tão irritadas, tão desconfiadas e tão autoritárias?”, resmunga Alice. ver mais.

02- A resignação

Alice está sentada em um terreno muito amplo. Não é possível ver seu ínicio ou mesmo seu fim. O terreno está todo coberto por folhas secas. O que poderia ser considerado muito curioso, afinal é chegada a primavera. ver mais.

03 – A conferência das duquesas

Debaixo das folhas, de tão coberta, Alice mal podia sentir os raios do sol que já raiavam o dia. E, assim permanecia em seu sono profundo da resignação. Eis que uns murmúrios de feminino vinham de longe para cutucar Alice, zumbizar em seus ouvidos, fazendo-a mexer-se e descobrir-se para o sol. ver mais.